A Copa da Mobilidade Urbana

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A Copa da Mobilidade Urbana

Nossos analistas indicam quais países iriam para semi-final aqui pelo nosso lado de acordo com outros dados. Os números da mobilidade urbana! Seria mais uma chance para o Brasil?

O amor é o caminho!
Seu caminho mais Lev e delicioso!
Mobilidade através do tempo

O Brasil saiu da Copa do Mundo na última sexta feira (06/07). Com um jogo espetacular contra o time belga, infelizmente paramos nas quartas de final. Mas sejamos justos. A nossa chave era o grande desafio da competição. Enquanto, do outro lado o único título mundial é de 1966, a chave do lado de cá tinha nada mais nada menos do que 3 seleções campeãs. Isso fora a Bélgica, nossa carrasca de 2018, que vem com uma de suas melhores gerações dos últimos tempos, de acordo com diversos especialistas.

Um outro confronto

A seleção belga, inclusive, já foi cotada como favorita por diversos especialistas. Aliás, se houve algo que apareceu bastante nessa Copa do Mundo foi previsão de elenco vencedor. Bem, chegou a nossa vez! Nossos analistas indicam quais países iriam para semi-final aqui pelo nosso lado de acordo com outros dados. Os números da mobilidade urbana! Seria mais uma chance para o Brasil?

E os critérios escolhidos foram: principais cidades de cada país, quantidade de habitantes por metro quadrado de ciclovia de cada cidade.

França x Uruguai

Pelo lado da França, a representante desta disputa é a capital. Com seus mais de 2 milhões de habitantes, a cidade luz vem se desenvolvendo nos últimos anos no quesito mobilidade cicloviária. Para se ter uma ideia, em 2014, apenas 5% do tráfego de Paris era representado por bicicletas. Esse percentual vem crescendo e a expectativa é que alcance 15% em 2020. Mas em números absolutos, a faixa de ciclovia chega a 371 km! Imagina em 2020.

Já pela Celeste, a representante é Montevidéo. Com pouco menos de 1,5 milhão de habitantes, a cidade Uruguaia possui 34,5 km de vias próprias para circulação de bikes. Curiosidade sobre o país, é que além das ciclovias, ciclofaixas e ramblas, existem a ciclocalles (uma espécie de “ciclorruas”). Essas vias são ruas com velocidade controlada em até 30km/h, onde bikes conseguem dividir espaço com os carros.

Brasil x Bélgica

E o representante do Brasil é São Paulo! Com seus mais de 12 milhões de habitantes, a capital paulista expandiu significativamente sua malha cicloviária nos últimos anos. Devido ao tráfego intenso da cidade, as ciclovias surgiram como alternativa de mobilidade urbana. Hoje, com quase 500 km, é em São Paulo que há mais vias próprias para as magrelas.

A capital belga possui, aproximadamente, 1,7 milhões de habitante. É, também, a cidade que abriga a Federação Europeia de Ciclistas. A quilometragem de vias próprias para ciclismo na cidade não é expressiva, sendo difícil até encontrar os dados. O que é muito comum no país, são roteiros de bicicleta entre as cidades. Mas a cidade ganha no quesito respeito ao ciclista. A sinalização e regras das ciclovias são acatadas por toda a população.

Resultados:

No confronto França x Uruguai, o Velho Continente leva a melhor, garantindo seu lugar na semi-final. O duelo Brasil x Bélgica é mais difícil de analisar. Enquanto os números absolutos de São Paulo são mais expressivos que de Bruxelas, o respeito às magrelas está no sangue dos belgas, o que torna quase desnecessário haver vias estritamente destinadas para os veículos de duas rodas. Por isso, consideramos que neste duelo, a América do Sul continua sendo eliminada. Logo, nossos números concluíram que a semi-final da mobilidade urbana continuaria com França e Bélgica. É, não foi a nossa vez.

Mas 2022 está ai! Quem sabe até lá, além do futebol, a gente também não melhora na mobilidade urbana?!

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