Carnaval e Meio Ambiente? Dá sim!

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Carnaval e Meio Ambiente? Dá sim!

Em 2018, o acúmulo de lixo nas ruas do Rio de Janeiro ultrapassou as 450 toneladas! Apesar de ser esperado um aumento de sujeira na cidade, o descaso

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Em 2018, o acúmulo de lixo nas ruas do Rio de Janeiro ultrapassou as 450 toneladas! Apesar de ser esperado um aumento de sujeira na cidade, o descaso de muitos foliões agrava a situação. Além disso, tradições como confetes, serpentinas, glitter e purpurina não contribuem para uma festa mais limpa. Mas calma, a gente quer que o Carnaval continue sendo essa celebração bonita que só ele sabe ser. Por isso, trouxemos algumas dicas sobre alternativas sustentáveis a esses elementos carnavalescos!

Purpurina e o Mar

No último ano, o debate sobre o impacto do plástico no ecossistema marinho avançou significativamente, conquistando a proibição de canudos plásticos em estabelecimentos comerciais cariocas. Entre os diversos tipos de plástico, há os micro plásticos, categoria dentro da qual a purpurina e o glitter se encaixam. O Carnaval na cidade do Rio de Janeiro ocorre em diversos lugares, inclusive próximo ao mar. São muitos os foliões que aproveitam o benefício para dar um mergulho e se refrescar. Além disso, mesmo sem o mergulho refrescante, a purpurina que cai nas ruas, muitas vezes, é escoada para o mar. De acordo com ambientalistas, esse material demora séculos até se decompor. Além de atingir diretamente os animais marinhos, que engolem com frequência lixo sintético, o plástico impacta até na fotossíntese das algas.

Glitter biodegradável

A sugestão de alguns ambientalistas é o abandono total da purpurina e do glitter. Apesar de sensata, muitos foliões podem resistir a essa proposta. Por isso, alguns empreendedores amantes do brilho pensaram em soluções que permitam a festa bonita sem prejudicar o mar. A Pura BioGlitter, por exemplo, fundada pela carioca Frances Sansão, tem em sua fórmula algas marinhas e pó de rocha. Nos Estados Unidos, alternativas sustentáveis de glitter já alcançam indústrias, substituindo o micro plástico e o alumínio por celulose.

Faça você mesmo

Devido a um mercado de fornecedores limitado, o custo de produção ainda é alto, o que torna injusta a concorrência com o glitter tradicional. Mas fazer a purpurina sustentável é possível até mesmo em casa. Nesta matéria do HuffPost, você encontra o passo a passo. Já adiantamos que basta gelatina incolor, corante, um tapete de silicone e um mixer! E claro, um pouquinho de paciência.

Reduza os danos

Mas se comprar o glitter biodegradável é muito caro para você e fazer exige um tempo que você não tem, há outras formas de reduzir os danos do uso da purpurina tradicional. Ao limpar a pele, evite usar a água da pia ou do chuveiro. Busque cremes de pele ou óleo o brilho com algodão. Dessa forma, você reduz o que cai na corrente de água e desagua no mar. Ah, e claro, tá vestidx de purpurina? Então nada daquele mergulhinho entre blocos, hein?!

 

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