Por que você ainda anda de carro?

HomeA Vida na Cidade

Por que você ainda anda de carro?

Entender o impacto do fluxo de pessoas e veículos na economia e saúde da cidade é fundamental para adaptá-las para os novos moldes do mundo.

É possível transformar o caos das grandes cidades?
Rolés de bike para esquecer a cidade grande
O melhor presente é o seu tempo

No dia 22 de setembro, é comemorado o Dia Mundial Sem Carro.

A data busca impulsionar o alternativas de mobilidade. Uma pequena prova do que é viver sem carro.

Repense

Aproveitando o momento, muitas instituições promovem iniciativas nesse dia com foco em qualidade de vida na cidade e meio ambiente.

Na Europa, por exemplo, há alguns anos ocorre a Semana de Mobilidade Europeia na semana do Dia Mundial Sem Carro. O principal tema do período é a busca por iniciativas que visam repensar o comportamento do uso do carro.

Hoje, vivemos uma época muito especial para mobilidade urbana. Grandes centros do mundo estão olhando para o tema e repensando seus modais.

O mundo mudou?

Entender o impacto do fluxo de pessoas e veículos na economia e saúde da cidade é fundamental para adaptá-las para os novos moldes do mundo.

No cenário brasileiro, por exemplo, Rio de Janeiro e São Paulo se destacam como as cidades com o pior trânsito do país. Um estudo da FIRJAN (Federação das Indústrias do Rio de Janeiro) revelou que o tempo médio gasto no trajeto casa-trabalho-casa é de 114 minutos diários. Esse tempo de improdutividade afeta diretamente a economia, gerando uma perda de 4,4% do PIB nacional. Aplicando a matemática a 2017, as perdas equivalem, aproximadamente, a R$ 290 bilhões de reais.

E a qualidade de vida?

Além da economia, o impacto na qualidade de vida das pessoas é bem sério. Um estudo de 2013, realizado pelo Sindicato Nacional de Arquitetura e Engenharia revelou que, no Rio de Janeiro, o trânsito apareceu como maior fator de estresse da para seus habitantes.

Considerando este cenário, tornam-se necessárias mais iniciativas para mudar o contexto da mobilidade urbana. Por isso, a data é uma ótima oportunidade para começar a pensar em propostas que possam reverter este quadro.

Mudanças

Quem já começou a pensar nisso foi a YOUSE Seguros com a proposta da Hora da Mobilidade. O projeto convoca diversas empresas e flexibilizar o horário de entrada e saída de seus colaboradores. O objetivo é reduzir o impacto da hora do rush. A ideia é que os funcionários se sintam mais livres para explorar diferentes formas de se locomover na cidade sem se preocupar com ocasionais atrasos no trabalho.

Faça você também

Existem diversas possibilidades que auxiliam no alívio do trânsito e dos danos ao meio ambiente. O uso de modais compartilhados como ônibus, metrôs e até caronas ajuda a diminuir o número de veículo por habitante. Mas por que não ir além e optar por meios de transporte que sejam mais eco-friendly? As magrelas estão aí desde sempre para nos lembrar de sua eficiência. Percorrer distâncias menores a pé também é uma alternativa. Além de aproveitar a cidade, fazer um exercício e driblar o trânsito, contribui para o ar fica mais limpo.

E se praticidade for uma exigência, sempre há as alternativas elétricas. Esses modais vêm ganhando força no último ano e são perfeitos para pequenas e médias distâncias. A bicicleta elétrica, por exemplo, é confortável e consegue fugir do tráfego intenso. Para quem aprecia um exercício, é possível combinar o pedal assistido com o motor e ganhar em saúde e agilidade.

Seja lá qual for a melhor opção pra você, o importante é começar a experimentar diferentes alternativas. Se tanta coisa mudou nas últimas décadas, o sistema de mobilidade não acompanhou. Mas, hoje, está claro que as mudanças são mais do que necessárias.

Dica Lev:

Você se interessa pelo tema de mobilidade urbana e quer saber mais sobre alternativas elétricas? Dá uma olhada nesse mini-documentário da VOX que conta um pouco a história dos veículos e a evolução deles.

COMENTÁRIOS

WORDPRESS: 0
DISQUS: 0