Mobilidade através do tempo

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Mobilidade através do tempo

Desde sua invenção, a bicicleta se desdobrou em diversos modelos e pôde suprir diferentes funções. Mas é verdade que desde que surgiu, ela cumpre um papel importante: conectar pessoas a lugares, ou seja, mobilidade urbana.

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Desde sua invenção, a bicicleta se desdobrou em diversos modelos e pôde cumprir diferentes funções. Tornou-se objeto de lazer, instrumento de esporte e um grande aliado à saúde. Mas é verdade que desde que surgiu, ela cumpre um papel importante: conectar pessoas a lugares, ou seja, mobilidade urbana.

UM ATO DE INDEPENDÊNCIA

No fim do século XIX, uma erupção vulcânica na Alemanha foi o pontapé para a invenção da bicicleta. Ao interferir no ecossistema local, o desastre natural afetou os cavalos da região, prejudicando o sistema de transportes da época. Buscando mais independência a fatores externos, a primeira bike surgiu e deu autonomia ao ser humano.

Contudo, ainda sem pedais, o primeiro projeto carecia de um design mais inteligente o que o tornava mais lento e menos prático do que o transporte a cavalo. Com a demanda de uma mobilidade mais funcional, os pedais foram adicionados ao primeiro modelo de bike, assim como um sistema de direção que permitia que o instrumento fizesse curvas, se adequando melhor a realidade das cidades.

Em paralelo, outras alternativas de transporte também surgiram, como os primeiros modelos de automóveis. Já no século XX, com o surgimento do modelo fordista de produção, a presença dos carros nos grandes centros urbanos ganhou destaque, impulsionando a indústria automobilística. Por isso, as cidades se adaptaram e o asfalto conquistou espaço.

PESSOAS POR TODOS OS LADOS

Com a explosão demográfica nos grandes centros e o aumento da capacidade de consumo, houve uma expansão no número de veículos circulando nas ruas. Despreparadas para essas mudanças, as principais cidades globais não conseguem absorver o fluxo de automóveis que existe hoje. No cenário mundial, Rio de Janeiro e São Paulo, por exemplo, se destacam entre as cidades com maior incidência de trânsito.

O excesso de veículos, além de perturbar o fluxo, também contribui para poluição do ar, surgimento de acidentes e, a nível individual, mais ocasiões de estresse. Devido à isso, alternativas de mobilidade são cada vez mais necessárias. Os carros tradicionais vêm ficando obsoletos para o desenho que temos hoje nos centros urbanos.

A REVOLUÇÃO CHEGOU

As propostas de alternativas são diversas. A mais famosa é o aumento da eficiência do sistema de transporte público, questão importante no cenário brasileiro. Cidades com um sistema público complexo, porém, continuam sofrendo com o trânsito, como é o caso de Londres, por exemplo. A tecnologia para um carro autônomo seguro vêm sendo estudada por diversas empresas, como a Google, a Tesla e Uber. Os especialistas acreditam que com máquinas pilotando veículos, o número de acidentes será reduzido e a condução no trânsito mais inteligente, o que diminuiria o congestionamento. Apesar dos diversos estudos, uma realidade em que todos os automóveis sejam autônomos não deve acontecer amanhã.

Outra solução que vêm ganhando força no Brasil e já tem seu espaço na Europa é a bicicleta. Para distâncias de curta e média distância, a magrela dribla o trânsito e é sustentável. Algumas cidades brasileiras, porém, apresentam altas temperaturas, ultrapassando os 40°C no verão. Nesta realidade, ir ao trabalho, escola ou faculdade com a bike pode ser incômodo. Por isso, o mercado de bikes elétricas vêm conquistando mais espaço nas grandes cidades.

Quem diria que depois de 200 anos de sua invenção, uma das alternativas mais adequadas de mobilidade urbana voltaria a ser a bike.

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