O vilão: o plástico ou a gente?

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O vilão: o plástico ou a gente?

Recentemente, foi sancionada, no Rio de Janeiro, a lei que proíbe bares e restaurante de oferecer canudos plásticos aos seus clientes. Esta medida está vinculada aos impactos que o plástico tem sobre o meio-ambiente.

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Recentemente, foi sancionada, no Rio de Janeiro, a lei que proíbe bares e restaurante de oferecer canudos plásticos aos seus clientes. Para casos em que haja a necessidade o canudo, a recomendação é o uso de materiais biodegradáveis ou duráveis, como vidro ou metal. Esta medida está vinculada aos impactos que o plástico tem sobre o meio-ambiente. Estima-se que se seguirmos com o consumo na velocidade atual, até 2050 teremos a produção de 12 bilhões de toneladas de lixo plástico.

A história do plástico

O plástico foi desenvolvido com objetivo de substituir a borracha e o marfim. Pode-se dizer que o experimento foi um “sucesso”, já que hoje, o material está presente em diversas formas e produtos, como telefones, garrafas, monitores entre outros. Em 2010, foram produzidas 265 milhões de toneladas no mundo.

Diferenças entre os plásticos

O plástico vem do petróleo e está ligada a característica de plasticidade, ou seja, algo que pode ser moldado. Há 7 tipos de plásticos, mais finos, mais rígidos ou mais maleáveis. Identificar os diferentes tipos é importante para garantir o destino apropriado após seu uso. Alguns plásticos podem ser reciclados, outros reaproveitados e outros precisaram de um descarte apropriado.

O descarte

O descarte, inclusive, é um dos maiores problemas que enfrentamos hoje. Em muitas ocasiões, o lixo plástico acaba em rios e oceanos, tornando-se alimento para animais e contaminando a água. Em abril, uma baleia foi encontrada morta na Espanha com 29 kg de plástico em seu estômago. Já em junho, outra baleia foi encontrada na Tailândia com 80 pedaços de plástico.  O prejuízo é tanto que a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a campanha Mares Limpos, buscando incentivar pessoas e empresas a  reduzir o consumo de plástico.

Além disso, a degradação do plástico é lenta, podendo demorar mais de 100 anos para se decompor, pois é à prova de fungos e bactérias. Unindo a velocidade da produção de plástico com a demora natural de decomposição do material, chegamos a um resultado aterrorizante de acúmulo descompensado de plástico. A resistência do material, porém, tem benefícios, pois permite o reuso de alguns produtos, como garrafas, copos e galões. Ou seja, depende de nós dar um destino positivo para este material.

Alternativas

Hoje, substituir o plástico não é tão desafiador como já foi. Existem diversos produtos alternativos que podem ser consumidos no lugar do plástico, como o bambu, mandioca, cana de açúcar e amido. Iniciativas como a Mentah, e a Menos Um Lixo trabalham para conseguir oferecer alternativas aos produtos descartáveis. Substituir o descarte por produtos duráveis tem o potencial de mudar o rumo para onde estamos levando o meio ambiente.

Outras marcas já estão atentas a essa questão. O Starbucks, por exemplo, lançou um projeto, recentemente que se compromete a substituir os canudos de plástico de suas lojas por diferentes copos e tampas. Uma das maiores marcas de fast-food do mundo, o McDonald’s do Reino Unido assumiu o compromisso de substituir todos os seus canudos de plástico por canudos de papel.

Essas iniciativas demonstram o quanto o plástico se tornou uma ameaça para a vida no planeta, mas também provam que nossas ações são apenas hábitos e podem mudar. E você? O que tem feito para ajudar o seu planeta?

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